domingo, 25 de abril de 2010

Tradiçao - Kabbalah (Mitos sobre a Kabbalah; Quem pode estudar a Kabbalah; Kabbalah é judaica?

Mitos sobre a Cabala

Cabala é comumente associada com fitas vermelhas, meditação, magia e muitas outras coisas.
10 Mitos Sobre Kabbalah:
Mito # 1: Cabala é um religião.
Fato: Kabbalah é uma sabedoria que revela a realidade global que normalmente é escondida de nossos sentidos.
Mito 2: Kabbalah está ligada com fitas vermelhas e água benta.
Fato: Não há nenhuma ligação. A Corda Vermelha (Kabbalah), água benta e outros produtos são uma invenção lucrativa comercial criada nas últimas duas décadas.
Mito # 3: Kabbalah é reservada para uma minoria de pessoas e só os homens com mais de 40 anos de idade têm permissão para aprendê-la.
Fato: Durante o exílio Kabbalah só foi estudada por alguns indivíduos selecionados. No entanto, desde o tempo do Ari (século XVI), está disponível para todos.
Mito # 4: Kabbalah trata de mágica.
Fato: Kabbalah não trata de magia ou feitiçaria, pelo contrário, trata-se de uma investigação pragmática da realidade.
Mito 5: Cabala é um seita.
Fato: Kabbalah é uma sabedoria e uma ciência aberta a todas as pessoas, sem quaisquer restrições.
Mito # 6: Kabbalah está relacionada com a "Nova Era" e é uma tendência—um fenômeno passageiro.
Fato: Cabala é a mais antiga sabedoria da humanidade. Seus começos foram de aproximadamente 5.000 anos atrás.
Mito # 7: Kabbalah está relacionada com cartas de tarô, astrologia e numerologia.
Fato: Cartas de tarô, astrologia e numerologia, na sua prática mística, têm sido erroneamente associados a Kabbalah.
Mito # 8: Há amuletos na Cabala.
Fato: Em nosso mundo, não há objetos físicos que contenham qualquer conteúdo espiritual. Amuletos só pode ajudar uma pessoa como um apoio psicológico.
Mito # 9: Kabbalah envolve meditação.
Fato: Cabala tradicional não se trata de meditação. A meditação é outro elemento que estava ligada à palavra "Kabbalah" em meio a confusão nos últimos séculos por não cabalistas. Porém os cabalistas modernos utilizam a meditação em seus estudos.
Mito # 10: Precisa de ter estudado a Torá e o Talmude antes de se aproximar da Kabbalah.
Fato:Sem a Cabala, não se pode entender o significado espiritual desses textos e a pessoa é levada a crer que êles se referem a eventos ações físicas. [2]

Quem pode estudar a Cabala?

Quando perguntaram ao Rav Kook- o grande Cabalista do século XX e o mais importante Rabino de Israel – quem poderia estudar Cabala, sua resposta foi inequívoca: "Qualquer um que queira". Nos últimos cem anos, todos os Cabalistas, sem exceção, e em muitas ocasiões, deixaram claro que hoje a Cabala está disponível a todos. Disseram também que ela é a ferramenta necessária para resolver a crise global que previam viria a acontecer e que hoje estamos enfrentando.
De acordo com todos os Cabalistas, os dias em que a Cabala era um segredo acabaram. A sabedoria da Cabala manteve-se oculta no passado porque os Cabalistas temiam que ela fosse mal aplicada e mal entendida. E realmente o pouco que escapou gerou muitos mal-entendidos. Porque os Cabalistas dizem que a nossa geração está pronta para entender o real significado da Cabala, e para acabar com os mal-entendidos, esta ciência está agora sendo revelada para todos que desejam aprender.[3]

A Kabbalah é judaica?

É compreensível que a Kabbalah possa ser confundida com o judaísmo. Ao longo da história, muitos estudiosos da Kabbalah têm sido judeus. Mas também existiram muitos estudiosos não judeus dessa sabedoria, tais como os cristãos Knorr-von-Rosenroth, Pico Della e Sir Isaac Newton, para citar apenas alguns.
A incrível verdade é que a Kabbalah nunca foi intencionada para um grupo específico. Pelo contrário, sua intenção era ser utilizada por toda a humanidade, a fim de unificar o mundo.
Hoje, milhões de pessoas de todos os credos descobriram a sabedoria e experimentaram os efeitos poderosos do estudo da Kabbalah.
Existem duas razões básicas que explicam porque tantas pessoas estão interessadas na Kabbalah agora.
A primeira razão é que a Kabbalah funciona. Quando as pessoas aplicam a sabedoria e as ferramentas da Kabbalah em suas vidas, elas obtêm resultados positivos.
A segunda razão pela qual tantas pessoas de credos diferentes se tornaram ligadas à Kabbalah é que ela é um meio de vida que pode incrementar qualquer prática religiosa. Cristãos, hinduístas, budistas, muçulmanos e judeus utilizam a Kabbalah para melhorar suas experiências espirituais

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tradiçao - Kabbalah ( Quais são os ensinamentos básicos da Kabbalah?)

A Kabbalah ensina que, a fim de podermos reclamar as dádivas para as quais fomos criados para receber, primeiro temos que merecer essas dádivas. Nós as merecemos quando nos envolvemos com nosso trabalho espiritual – o processo de transformarmos a nós próprios na essência. Ao nos ajudar a reconhecer as fontes de negatividade em nossas próprias mentes e corações, a Kabbalah nos fornece as ferramentas para a mudança positiva.
A Kabbalah ensina que todo ser humano é uma obra em execução. Qualquer dor, desapontamento ou caos que exista em nossas vidas não ocorre porque a vida é assim mesmo, mas apenas porque ainda não terminamos o trabalho que nos trouxe até aqui. Esse trabalho, muito simplesmente, é o processo de nos libertarmos do domínio do ego humano e de criar uma afinidade com a essência de compartilhar de Deus.
Na vida do dia-a-dia, esta transformação significa desapegar-se da raiva, da inveja e de outros comportamentos reativos em favor da paciência, empatia e compaixão. Não significa abrir mão de todos os desejos e ir viver no topo de uma montanha. Muito pelo contrário, significa desejar mais da plenitude para a qual a humanidade foi criada para obter.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tradiçao In Video - Kabbalah (Além da Terra)

Tradiçao - Kabbalah


Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. A Kabbalah — corpo de sabedoria espiritual mais antigo — contém as chaves, que permaneceram ocultas durante um longo tempo, para os segredos do universo, bem como as chaves para os mistérios do coração e da alma humana. Os ensinamentos cabalísticos explicam as complexidades do universo material e imaterial, bem como a natureza física e metafísica de toda a humanidade. A Kabbalah mostra em detalhes como navegar por este vasto campo, a fim de eliminar toda forma de caos, dor e sofrimento.

Durante milhares de anos, os grandes sábios cabalistas têm nos ensinado que cada ser humano nasce com o potencial para ser grande. A Kabbalah é o meio para ativar este potencial.

A Kabbalah sempre teve a intenção de ser usada, e não somente estudada. Seu propósito é trazer clareza, compreensão e liberdade para nossas vidas.

ORIGEM

A "Cabala" é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.

Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a idéia de que o mundo é a emanação de Deus.

Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah" (בעלי הקבלה "possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como maskilim (משכילים "o iniciado"). Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.

Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.

Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XII e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo Cabala para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaismo ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.

Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Chegou a Sexta-Feira Santa


Hoje é dia de encher a barriga de sardinhas, bacalhau, camarão, mesmo sabendo que para que esses bichos chegassem as nossas mesas tiveram que passar por um sofrimento psicológico muito grande, além de - sim - terem derramado seu sangue.
Pois é, os feriados religiosos são sempre um equivoco, e uma verdadeira reunião de ignorantes. E mais uma vez eu levanto a idéia de que temos que questionar, querer sempre saber o por que. Acho que só assim poderemos chegar a um nível de conhecimento mais avançado, um retorno ao iluminismo, onde a razão imperava a liberdade de expressão e de religião.
Falando assim parece fácil, basta mudar de pensamento de uma hora para outra e pronto. Não é bem por ai. Existe uma dificuldade, um tormento, uma angustia. Primeiro vem a sensação de que estamos fazendo algo errado, um pecado sem volta, um karma sem pagamento. Depois vem a aceitação, você já aceitou a idéia de pensar diferente, de um conhecimento que vai além ao das pessoas a sua volta. Em seguida vem o desejo, a vontade de continuar questionando, de saber cada vez mais, a fome mental que não jamais cessa.
É assim a raça humana. Somos todos assim.
Hoje, um dos dias mais importantes do cristianismo, além de questionar, de incitar, de provocar, vamos parar e observar. E não só nesse, mas em todos os feriados religiosos, vamos procurar as verdadeiras respostas, a verdade por trás dessa Grande Mentira.
Um abraço a todos e um ótimo feriado (não)religioso para vocês.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Se Não Fosse Trágico Seria Cômico

Por Que?


Aproveitando que a Semana Santa já chegou, eu fiz alguns questionamentos. Por que Semana Santa? Porque foi a semana em que Jesus rezou a Santa Ceia com seus amiginhos e que depois foi julgado por aqueles que o idolatravam e foi crucificado, só para depois de três dias dar uma de Imotep (A Múmia) e retornar do mundo dos mortos, justamente para minha querida e mais importante do que qualquer dos doze discípulos, Maria Magdalena.
Por que comer o peixe? Porque era a comida preferida de Jesus.
Durante toda essa semana eu provoquei meus parentes e amigos dizendo que não havia fundamento nenhum em deixar de comer carne vermelha na Sexta-Feira Santa. Eles, todos eles, disseram que o que eu pensava era bobagem, conversa de herege, de "gente que não dá valor aos VERDADEIROS ensinamentos". Ao que eu retrucava:
- A prova de que vocês estão errados está na Bíblia:

Jesus voltou-se então para seus discípulos: Portanto vos digo: não andeis preocupados com a vossa vida, pelo que haveis de comer; nem com o vosso corpo, pelo que haveis de vestir.
A vida vale mais do que o sustento e o corpo mais do que as vestes.
Considerai os corvos: eles não semeiam, nem ceifam, nem têm despensa, nem celeiro; entretanto, Deus os sustenta. Quanto mais valeis vós do que eles?
Mas qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
Se vós, pois, não podeis fazer nem as mínimas coisas, por que estais preocupados com as outras?
Considerai os lírios, como crescem; não fiam, nem tecem. Contudo, digo-vos: nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles.


- E mais - continuei:

Jesus então disse: O mal não é o que entra e sim o que sai da boca do homem.

Então, minha gente, não tenham medo de comer carne vermelha nessa Sexta-Feira Santa, nem de sair por ai dizendo que as pessoas estão acreditando numa grande mentira. Você não vai ser maluco se disser essas coisas. Estará sendo sensato, corajoso, verdadeiro e integro.
Se na própria Bíblia diz que não devemos nos preocupar com o que vamos comer, não importando em qual dia, então porque dessa vez não fazer algo que ela nos manda?