
Lindas águas turbulentas, lentas, distantes, ameaçadoras. Espuma que brota do fundo, do ventre materno, gritante.
Eterno barulho, som, coxixo, falação. Briga de rochas águas de mar salgado, ardente.
Há canções, livros, clamações. Mas quais são verdadeiras? Quais delas fala realmente do verdadeiro sentido do mar?
O mar é só, sombrio, misterioso. Iemanjá, Netuno, Poseidon, Niksa, não importa que nome damos, ele é o mesmo: destruidor, implacável.
O mar sente solidão, pois é imensamente grande.
O mar não tem compaixão, pois é completamente frio.
O mar move moinhos, lembranças passadas, dor, sofrimento, amores que se foram, que ainda estão por vir. Mas o mar sempre leva algo: um pedido, uma oferenda, um carma. Mas ele sempre leva algo.
Ele nos lava, nos dá alivio, conforta.
É como Deus. Todos dizem que sua ira é implacável, mas no final ele sempre nos dá uma mão para segurar.


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