
Nós, brasileiros, vivemos em um país com síndrome de tudo. Roubar, síndrome de síndrome da morte, incapaz de encontrar uma síndrome, a gripe suína. Mas ninguém está preocupado com a síndrome da sociedade, com a síndrome das discussões que causou grande alvoroço no Senado. Estamos muito mais acostumados de sentar-se, assistindo a tudo pela televisão, assistindo a uma distância de todas as injustiças cometidas contra o nosso povo, do que ir directamente ao coração do problema e reclamam, não só reclamam, mas também agir, exigindo que o nosso trabalho tão suado nos dar alguma renda a mais do que apenas a crise no Senado e na gripe suína. Infelizmente, ter-se comportado como perdedores, incapazes de continuar em frente, defendendo os nossos ideais na frente de todos, exigindo que o nosso esforço foi recompensado. Lamento ter de escrever todas essas coisas sobre as pessoas mais felizes do mundo. Mas este não é o que parece e não é isso que estamos mostrando para o mundo. Onde está o sorriso do samba, mulata? Onde estão as crianças negras e pobres, com os livros escolares na mão, sendo educados por profissionais? Onde está o homem honesto e trabalhador que põe comida em casa? Onde está a nação construída pelas bases da esperança e da fé? Onde estão as pessoas que vemos nos anúncios publicitários do governo federal? O Brasil é apenas um cartão postal com o Pão de Açúcar? O Brasil é o único país das maravilhas Cristo Redentor, a Floresta Amazônica? O Brasil é isso? Ou o Brasil é um país pobre, miserável, com índice de corrupção crescendo a cada dia que passa. Estamos a perder as rédeas da nossa própria nação. O tempo que deixou de guiar os nossos sonhos para o bem de todos. O coração que bate por orgulho antes de pisar no solo de nosso país, o orgulho que sentimos quando ouvimos que o Brasil era a mais bonita do mundo, onde as pessoas vibram, sorrisos, gritos, perdoar, amar a si mesmo, saltar, comemora, comemora, gritando por liberdade, sacudiu a terra com seus passos - hoje já não existe. E no final a única coisa que podemos fazer é assistir, mas bem longe, para que os estilhaços da guerra de espuma e loucuras delirantes não acabar nos atingindo.


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